alexandra
17-06-2009, 08:39
http://www.net-mulher.com/attachment.php?attachmentid=9315&stc=1&d=1245227926PAULA CORDEIRO
As equipas de supervisores permanentes do banco central vão trabalhar este ano em dez instituições. Neste lote estão incluídos os maiores bancos.
As equipas de supervisão do Banco de Portugal, no âmbito do reforço e melhoria desta competência, estão neste momento a trabalhar no Banco Comercial Português (BCP) e no Banco Espírito Santo (BES), soube o DN.
O plano de actuação definido pela autoridade de supervisão para o corrente ano contempla a colocação de equipas de análise em dez bancos a operar em Portugal, envolvendo as principais instituições.
Estas inspecções - feitas anualmente, de forma regular - conheceram um reforço este ano, face às irregularidades detectadas no Banco Português de Negócios (BPN) e no Banco Privado Português (BPP).
Vítor Constâncio tinha revelado, na semana passada, aquando da sua deslocação à comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN, que o Banco de Portugal tinha naquele momento equipas de supervisores em dois grandes bancos, sem adiantar quais. Salientou, contudo, que tal não significa que existam indícios de problemas nesses bancos.
A escolha do arranque destas acções de supervisão pelo BCP e BES tem, pois, um carácter meramente aleatório, havendo apenas a intenção de começar pelos grandes bancos.
Segundo as mesmas fontes contactadas pelo DN, as equipas do Banco de Portugal, compostas por dez a 12 técnicos, estão há cerca de duas semanas no BCP e no BES, trabalhando em estreita colaboração com os funcionários das instituições. A melhoria destas acções de supervisão resulta essencialmente no reforço de determinados tipos de ferramentas e instrumentos de super- visão ao dispor desta actuação, adiantaram ainda, fazendo questão de salientar que não se baseiam na existência de qualquer indício de irregularidade.
Quando este trabalho terminar no BCP e no BES, as equipas avançarão para outros grandes bancos, até terminar o plano definido para este ano. Em média, cada acção dura um mês.
Esta foi a fórmula encontrada pelo Banco de Portugal para fazer face à escassez de meios, nomeadamente humanos, que impede a acção simultânea em mais instituições. O DN contactou a autoridade de supervisão sobre esta matéria, mas o seu porta-voz apenas adiantou que o Banco de Portugal não faz comentário. Também o BCP e o BES optaram por não comentar o facto de terem sido as primeiras instituições a serem visitadas no âmbito do reforço das acções de supervisão.
A colocação de equipas permanentes do banco central a trabalhar dentro dos bancos nacionais já tinha sido anunciada há alguns meses. Na semana passada, Vítor Constâncio apenas revelou que esta nova atitude já estava posta em prática. "Já começámos", disse então o governador. A medida, disse, "constitui uma tentativa de uma maior pressão diária" sobre as instituições.
Esta foi a resposta avançada pelo Banco de Portugal para fazer face às polémicas vindas a público no sistema financeiro português, que têm posto em causa a actuação da sua supervisão (ver caixa).
Constâncio apontou, na comissão parlamentar de inquérito, outras alterações, como o reforço da cooperação com outros reguladores e ainda com o Ministério Público.
Para o governador do Banco de Portugal, falta ainda outro tipo de reforços com vista a combater o crime económico, através de alterações ao código penal.
DN
As equipas de supervisores permanentes do banco central vão trabalhar este ano em dez instituições. Neste lote estão incluídos os maiores bancos.
As equipas de supervisão do Banco de Portugal, no âmbito do reforço e melhoria desta competência, estão neste momento a trabalhar no Banco Comercial Português (BCP) e no Banco Espírito Santo (BES), soube o DN.
O plano de actuação definido pela autoridade de supervisão para o corrente ano contempla a colocação de equipas de análise em dez bancos a operar em Portugal, envolvendo as principais instituições.
Estas inspecções - feitas anualmente, de forma regular - conheceram um reforço este ano, face às irregularidades detectadas no Banco Português de Negócios (BPN) e no Banco Privado Português (BPP).
Vítor Constâncio tinha revelado, na semana passada, aquando da sua deslocação à comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN, que o Banco de Portugal tinha naquele momento equipas de supervisores em dois grandes bancos, sem adiantar quais. Salientou, contudo, que tal não significa que existam indícios de problemas nesses bancos.
A escolha do arranque destas acções de supervisão pelo BCP e BES tem, pois, um carácter meramente aleatório, havendo apenas a intenção de começar pelos grandes bancos.
Segundo as mesmas fontes contactadas pelo DN, as equipas do Banco de Portugal, compostas por dez a 12 técnicos, estão há cerca de duas semanas no BCP e no BES, trabalhando em estreita colaboração com os funcionários das instituições. A melhoria destas acções de supervisão resulta essencialmente no reforço de determinados tipos de ferramentas e instrumentos de super- visão ao dispor desta actuação, adiantaram ainda, fazendo questão de salientar que não se baseiam na existência de qualquer indício de irregularidade.
Quando este trabalho terminar no BCP e no BES, as equipas avançarão para outros grandes bancos, até terminar o plano definido para este ano. Em média, cada acção dura um mês.
Esta foi a fórmula encontrada pelo Banco de Portugal para fazer face à escassez de meios, nomeadamente humanos, que impede a acção simultânea em mais instituições. O DN contactou a autoridade de supervisão sobre esta matéria, mas o seu porta-voz apenas adiantou que o Banco de Portugal não faz comentário. Também o BCP e o BES optaram por não comentar o facto de terem sido as primeiras instituições a serem visitadas no âmbito do reforço das acções de supervisão.
A colocação de equipas permanentes do banco central a trabalhar dentro dos bancos nacionais já tinha sido anunciada há alguns meses. Na semana passada, Vítor Constâncio apenas revelou que esta nova atitude já estava posta em prática. "Já começámos", disse então o governador. A medida, disse, "constitui uma tentativa de uma maior pressão diária" sobre as instituições.
Esta foi a resposta avançada pelo Banco de Portugal para fazer face às polémicas vindas a público no sistema financeiro português, que têm posto em causa a actuação da sua supervisão (ver caixa).
Constâncio apontou, na comissão parlamentar de inquérito, outras alterações, como o reforço da cooperação com outros reguladores e ainda com o Ministério Público.
Para o governador do Banco de Portugal, falta ainda outro tipo de reforços com vista a combater o crime económico, através de alterações ao código penal.
DN