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Vizualizar Versão Completa : Empresas investigadas por encerramento criminoso


alexandra
28-04-2009, 10:23
http://www.net-mulher.com/attachment.php?attachmentid=7776&stc=1&d=1240914012Construção civil, vestuário e confecções lideram os sectores que mais violam a leiSó desde Janeiro, a Autoridade para as Condições no Trabalho instaurou 22 processos-crime por fecho selvagem de empresas, refere o «Jornal de Notícias». A ACT está a acompanhar de perto casos suspeitos de aproveitamento da crise para justificar manobras ilegais como o simples fecho de empresas, sem qualquer comunicação aos trabalhadores, o que os impede, por exemplo, de receber subsídio de desemprego de imediato.
Das 22 empresas alvo de fecho selvagem, 12 eram da área do vestuário e confecção, mas foram também encontrados casos de firmas de material eléctrico, publicações ou da hotelaria, adiantou ao JN o inspector-geral de trabalho, Paulo Morgado Carvalho.
Além destes processos-crime, já em curso, a ACT instaurou outros oito: sete por desobediência aos inspectores (o que pode ir desde ao incumprimento de ordens até ameaças à sua integridade física) e um por trabalho de menores.
Infracções disparam
Segundo o jornal, assim, só nos primeiros quatro meses do ano, a inspecção abriu 30 processos-crime, contra 59 no ano passado. Mas com uma diferença: se este ano a maioria diz respeito a donos de empresas que simplesmente fecham os portões, em 2008 a maior parte dos crimes estava ligada à desobediência a inspectores. Apenas 12 tiveram por base fechos ilegais, cinco dos quais no último trimestre.
Está, portanto, a disparar o número de empresários que decidem fechar a empresa sem cumprir os procedimentos previstos na lei e que incluem, entre outros, as notificações aos trabalhadores para que possam receber subsídio de desemprego.
É outro impacto da crise nas empresas: foram encontradas 133 infracções, desde Janeiro, cerca de três vezes mais do que as detectadas no último trimestre de 2008.
A construção civil e o vestuário e confecções lideram os sectores que mais violam a lei e são, sobretudo, micro-empresas, com até nove trabalhadores. Não foi detectada qualquer infracção em empresas com mais de 500 pessoas ao serviço.