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Vizualizar Versão Completa : Maldivas querem taxar entrada de turistas


alexandra
15-03-2011, 10:28
Um dos países mais afectados pelas alterações climáticas, e que corre o risco de desaparecer devido à subida do nível da água do mar, está ponderar taxar a entrada de turistas nos seus 97 resorts.


As receitas deste imposto serão usadas para tornar o país num local livre de emissões de dióxido de carbono, prevê um relatório do governo.

O país quer chegar a 2020 dependente apenas de energias renováveis e sem emissões de CO2. No entanto, se tudo ficar como está actualmente, as emissões do país podem duplicar nos próximos 10 anos.

"É muito importante para nós usarmos os recursos que temos. O sol, o vento e o mar. Nas Maldivas as alterações climáticas são uma questão real. Actualmente, mais de 20 ilhas têm já problemas de erosão e 50 têm problemas de contaminação de água devido à subida do nível da água do mar", afirmou o presidente das Maldivas, Mohamed Nasheed, um dos chefes de Estado que mais tem feito para combater às alterações climáticas.

Mohamed Nasheed espera que este plano possa mostrar às nações mais desenvolvidas que é possível ter uma economia de baixo carbono.

As Maldivas, cujo ponto mais alto fica três metros acima do nível das águas do mar, fazem parte de uma aliança de ilhas que têm pressionado as Nações Unidas para definir um acordo que evite que as temperaturas não subam mais de 1,5ºC face ao período pré-industrial.

Taxar entrada de turistas mais ricos

Em 2009, as Maldivas emitiram 1,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono, um valor que representa 0,003% das emissões globais.

As emissões do voos internacionais de e para as Maldivas representam mais 1,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono, revela um estudo realizado pela consultora ambiental BeCitizen.

O mesmo estudo revela que as Maldivas recebem 650 mil turistas por ano e que o sector do turismo representa 36% das emissões nacionais.

Os 97 resorts do país, que devem para aumentar para 158 em 2020, vão ter que fazer "um esforço importante como parte do plano nacional". A consultora apresenta duas razões para justificar esta medida: "Primeiro representam uma grande parte das emissões do país. Em segundo, os seus clientes são na sua maioria ricos e podem contribuir para um fundo ecológico internacional através de um imposto sobre o preço por noite."

Além deste imposto, o estudo destaca ainda a ajuda internacional e o investimento privado como fontes possíveis de financiamento de uma economia de baixo carbono.

jornal economico