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Vizualizar Versão Completa : Google a desenvolver sistema de pagamento para sites noticiosos


alexandra
24-06-2010, 10:15
A Google está a desenvolver um sistema para permitir que os sites noticiosos possam cobrar facilmente pelos respectivos conteúdos – uma estratégia que algumas das grandes empresas de jornalismo estão a tentar adoptar.

A notícia foi avançada pelo jornal italiano “La Repubblica” e confirmada por alguns órgãos de informação americanos. Já no ano passado a empresa tinha anunciado o interesse em desenvolver um sistema para facilitar os chamados micro-pagamentos, que permitem ao utilizador pagar, de forma simples, pelo acesso a cada conteúdo a que aceda (um pagamento separado para cada notícia, vídeo ou artigo de opinião, por exemplo).

O serviço (que, segundo o La Repubblica, se chamará Newspass) vai funcionar em computadores, telemóveis e em dispositivos do género tablet. Deverá permitir que um único registo sirva para vários sites e permitirá gerir tanto micro-pagamentos como assinaturas.

Para a Google, a sobrevivência dos jornais é importante: a principal actividade da empresa é organizar o conteúdo que existe na Web – quanto mais conteúdo existe, mais útil se torna a tarefa de organizar a informação.

Mas há ainda outra vantagem para a Google em disponibilizar este tipo de sistema. Se os sites fecharem os conteúdos, reservando-os a utilizadores que paguem, isto pode também significar que ficam fora do alcance do motor de busca. Disponibilizar um sistema de pagamentos poderá ser uma forma de contornar este problema.

A rentabilização dos conteúdos jornalísticos tem sido um quebra-cabeças para toda a indústria dos media, particularmente para os jornais e sites noticiosos. Com o declínio das receitas publicitárias nas edições impressas e um investimento publicitário online que não está a compensar as perdas, as empresas têm procurado alternativas de rentabilização.

O “New York Times”, por exemplo, pretende montar um sistema de pagamentos, que dará a cada utilizador a possibilidade de aceder mensalmente a um número limitado de artigos gratuitos, antes de passar a cobrar pelo conteúdo.

Um dos problemas desta estratégia, porém, é o previsível decréscimo do número de links que os artigos do “NY Times” passarão a ter em blogues e outros sites – e estes links são fundamentais na hierarquização que o Google e outros motores dão a uma página. Quanto mais links, mais probabilidades tem de aparecer numa posição cimeira nos resultados de uma pesquisa.

Outra questão é saber se a marca e a reputação do “NY Times” são suficientes para convencer os utilizadores a pagar pelo tipo de conteúdos que abundam gratuitamente na Internet.

A indústria dos media tem tido uma relação conturbada com a gigante da Internet. Muitas empresas opõem-se à agregação de notícias feitas em serviços como o Google News e defendem que a Google deveria pagar para poder listar estes conteúdos. A Google responde que cada site pode a qualquer momento deixar de ser agregado (e, assim, perder os visitantes conseguidos através dos serviços da Google).

Fonte:Publico