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Vizualizar Versão Completa : Portugal piorou eficiência energética em 2009


alexandra
25-05-2010, 10:55
A associação ambientalista Quercus considera que Portugal continua a consumir cada vez mais energia elétrica para produzir cada unidade de riqueza, uma prova, segundo a associação, de que «faltam resultados» na eficiência energética

«No que respeita à intensidade energética na eletricidade, em 2009, resultado do abrandamento da actividade económica, o Produto Interno Bruto contraiu-se na ordem dos 2,7 por cento em relação a 2008, mas o consumo de eletricidade apenas se reduziu em 1,4 por cento (cerca de metade). Isto é, Portugal continua a precisar de mais eletricidade para produzir uma unidade de riqueza», indicou a Quercus hoje, no mesmo dia em que o Governo apresenta em Aveiro os resultados do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE).

Para a associação de conservação da Natureza, tem sido notório que «muitos valores absolutos de consumo de energia decorrem da situação económica do país e não do real impacte de medidas definidas» no PNAEE.

O próprio plano, acrescenta a associação em comunicado, assenta no erro de relegar para segunda prioridade a eficiência energética, já que a primeira é a aposta nas renováveis e a terceira o uso do carro elétrico.

«A Quercus considera que das três prioridades, a mais decisiva e que deveria ser a primeira é a redução de consumos e a eficiência energética. Desta forma Portugal poderia, de forma mais económica, reduzir a sua dependência do exterior, aumentar a percentagem das energias renováveis na nossa energia primária e reduzir as emissões de gases associados ao problema das alterações climáticas», escreve a Quercus.

Por outro lado, a associação considera que as iniciativas na área da energia «deveriam ter custos diretamente assumidos pelo Governo [...] ao invés de recorrer sistematicamente à Agência de Energia (ADENE) e a agências de comunicação para os anúncios em causa».

Por isso mesmo, a Quercus aponta que «algumas ações representam, em tempo de crise, um gasto exagerado e injustificado quando os recursos financeiros deveriam ter outro destino».

Na questão dos fundos, a execução do PNAEE custaria previsivelmente 30 milhões de euros por ano, um montante que seria proveniente de um fundo de eficiência energética (22 milhões) e do QREN (8 milhões).

«Uma das grandes falhas do PNAEE até há dias foi não ter dotação orçamental. Na passada semana foi publicado o diploma sobre o Fundo de Eficiência Energética (FEE) para apoiar a execução das medidas previstas no PNAEE. No entanto, este fundo tem, para já, apenas garantidos 1,5 milhões de euros, muito abaixo do previsto e necessário», considera a associação.

Lusa / SOL