alexandra
05-01-2010, 10:30
Tudo aponta no sentido de uma recandidatura. Que poderá ser comunicada ainda este mês
Manuel Alegre está a semanas de anunciar uma decisão sobre a sua candidatura às eleições presidenciais de 2011. O DN soube que o anúncio formal poderá ainda ocorrer este mês.
No âmbito dos seus encontros com antigos apoiantes da sua candidatura presidencial de 2006, Manuel Alegre tem já marcados dois jantares para este mês: o primeiro dia 15, em Portimão; o segundo no Porto, dia 31. Neste, a data tem um particular simbolismo: nesse dia, em 1891, deu-se na "Invicta" um levantamento militar que veio a ser considerado como a primeira tentativa de destronar a monarquia e implantar um regime republicano em Portugal.
Ocasião, portanto, para o ex-vice-presidente da Assembleia da República fazer um discurso virado para os valores da ética republicana - um tema que lhe é caro. No mesmo dia e na mesma cidade serão iniciadas as celebrações do centenário da implantação da República (5 de Outubro de 1910), celebrações - que serão presididas pelo actual Chefe de Estado.
Para já, no que toca à candidatura de Manuel Alegre, todos os sinais apontam para que o anúncio seja no sentido de uma (re)candidatura. Num jantar com apoiantes no Entroncamento, em 11 de Dezembro passado, o ex-vice-presidente da Assembleia da República pareceu apontar nessa direcção: "Para além das diferenças, há um objectivo que deve unir todos os portugueses : esse objectivo é Portugal. Esse combate vale a pena e chama por nós. Para mudar, não para que tudo continue na mesma. Basta ter esperança e acreditar no nosso poder, no poder dos cidadãos. Porque Portugal não é só de alguns, Portugal é de todos."
Uma semana antes, em Braga, num outro jantar com apoiantes, Alegre sinalizou claramente que a sua decisão de avançar não dependeria de um apoio prévio da direcção do PS. Na ocasião, admitiu que "não abre nem fecha portas" a uma eventual recandidatura. "O que posso dizer-vos neste momento é o mesmo que disse há quatro anos: há um poder dos cidadãos, a democracia é de todos e a República não tem dono", afirmou. Acrescentando: "Guiamo- -nos pela própria cabeça e, por isso, qualquer decisão minha não terá a ver com a de terceiros, porque não sou refém de nada nem de ninguém."
Entretanto, foi ouvindo, de dirigentes do PS, palavras contra e a favor da sua candidatura. Correia de Campos (actual eurodeputado do PS, ex-ministro da Saúde) e Sérgio Sousa Pinto (vice-presidente da bancada parlamentar socialista) manifestaram reservas, preferindo antes Jaime Gama (que, no entanto, num jantar do grupo parlamentar, afirmou que a tarefa dos deputados é serem "simples soldados da Nação"). O sector soarista, pelo seu lado, foi atirando para os jornais nomes alternativos (Ferro Rodrigues, Jorge Sampaio, etc.)
Se os críticos foram significativos, os apoiantes não o foram menos: Carlos César, líder do PS dos Açores e presidente do Governo regional (vai no terceiro mandato, o segundo em maioria absoluta) alinhou já com Manuel Alegre.
E o mesmo fez Francisco Assis, líder da bancada parlamentar, que, em declarações ao DN, considerou Manuel Alegre como tendo perfil para ser um "excelente candidato presidencial" e um "bom Presidente da República".
Fonte: DN
Manuel Alegre está a semanas de anunciar uma decisão sobre a sua candidatura às eleições presidenciais de 2011. O DN soube que o anúncio formal poderá ainda ocorrer este mês.
No âmbito dos seus encontros com antigos apoiantes da sua candidatura presidencial de 2006, Manuel Alegre tem já marcados dois jantares para este mês: o primeiro dia 15, em Portimão; o segundo no Porto, dia 31. Neste, a data tem um particular simbolismo: nesse dia, em 1891, deu-se na "Invicta" um levantamento militar que veio a ser considerado como a primeira tentativa de destronar a monarquia e implantar um regime republicano em Portugal.
Ocasião, portanto, para o ex-vice-presidente da Assembleia da República fazer um discurso virado para os valores da ética republicana - um tema que lhe é caro. No mesmo dia e na mesma cidade serão iniciadas as celebrações do centenário da implantação da República (5 de Outubro de 1910), celebrações - que serão presididas pelo actual Chefe de Estado.
Para já, no que toca à candidatura de Manuel Alegre, todos os sinais apontam para que o anúncio seja no sentido de uma (re)candidatura. Num jantar com apoiantes no Entroncamento, em 11 de Dezembro passado, o ex-vice-presidente da Assembleia da República pareceu apontar nessa direcção: "Para além das diferenças, há um objectivo que deve unir todos os portugueses : esse objectivo é Portugal. Esse combate vale a pena e chama por nós. Para mudar, não para que tudo continue na mesma. Basta ter esperança e acreditar no nosso poder, no poder dos cidadãos. Porque Portugal não é só de alguns, Portugal é de todos."
Uma semana antes, em Braga, num outro jantar com apoiantes, Alegre sinalizou claramente que a sua decisão de avançar não dependeria de um apoio prévio da direcção do PS. Na ocasião, admitiu que "não abre nem fecha portas" a uma eventual recandidatura. "O que posso dizer-vos neste momento é o mesmo que disse há quatro anos: há um poder dos cidadãos, a democracia é de todos e a República não tem dono", afirmou. Acrescentando: "Guiamo- -nos pela própria cabeça e, por isso, qualquer decisão minha não terá a ver com a de terceiros, porque não sou refém de nada nem de ninguém."
Entretanto, foi ouvindo, de dirigentes do PS, palavras contra e a favor da sua candidatura. Correia de Campos (actual eurodeputado do PS, ex-ministro da Saúde) e Sérgio Sousa Pinto (vice-presidente da bancada parlamentar socialista) manifestaram reservas, preferindo antes Jaime Gama (que, no entanto, num jantar do grupo parlamentar, afirmou que a tarefa dos deputados é serem "simples soldados da Nação"). O sector soarista, pelo seu lado, foi atirando para os jornais nomes alternativos (Ferro Rodrigues, Jorge Sampaio, etc.)
Se os críticos foram significativos, os apoiantes não o foram menos: Carlos César, líder do PS dos Açores e presidente do Governo regional (vai no terceiro mandato, o segundo em maioria absoluta) alinhou já com Manuel Alegre.
E o mesmo fez Francisco Assis, líder da bancada parlamentar, que, em declarações ao DN, considerou Manuel Alegre como tendo perfil para ser um "excelente candidato presidencial" e um "bom Presidente da República".
Fonte: DN