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Vizualizar Versão Completa : A ARTE DE FAZER AMOR


alexandr
13-03-2008, 12:18
RELAÇÃO

Antes sequer da relação começar, e mais uma vez repito, para que uma mulher atinja um orgasmo, necessita de estar relativamente à vontade com o parceiro (se for a primeira vez com alguém é menos provável ter um bom orgasmo), estar segura (saber que da relação nada de mal pode acontecer - engravidar, sida, etc), estar descontraída (não estar preocupada ou ansiosa com algum problema que a afecta), estar na intimidade (que naquele momento no mundo só existem ela e ele).



Uma relação normal comporta 4 fases comuns a ambos os sexos, mas de variação, modo e intensidade distintas.

· Excitação

· Palteau

· Orgasmo

· Relaxação



Irei falar apenas da parte feminina. A ideia geral é saber prolongar ao máximo as 2 primeiras fases, pois a intensidade na fase do orgasmo é em grande parte proporcional ao tempo dispensado nestas etapas. No início o homem deve tomar a iniciativa e executar correcta e prolongadamente a fase de excitação. Para a mulher estar pronta ele deve conseguir alimentar um desejo ardente e incontido de ser penetrada. É uma fase muito importante e da qual muito depende o sucessos das fases seguintes.

Tudo na mulher é mais lento em relação ao homem, mas também mais intenso. Deve-se ter isso sempre em mente, pois se a mulher não passar com sucesso por todas as fases, mesmo a última, a relação pode tornar-se um fiasco.

A fase de excitação pode ser quase instantânea no homem, e é fácil de detectar pela completa erecção do pénis. Na mulher ela cresce muito mais lentamente (pode ir tipicamente de 5 a 30 minutos). Caracteriza-se pelo aumento do fluxo sanguíneo em várias partes do corpo, como no rosto no pescoço e no ventre, aumento volume dos seios e erecção dos mamilos, lubrificação da vagina e dilatação dos lábios vaginais para prepararem a entrada do pénis. O grau de excitação de uma mulher é facilmente avaliado pela lubrificação vaginal.

Para obter a excitação necessária deve-se recorrer aos métodos descritos na secção anterior. Um ponto particularmente importante é a conveniente excitação do clitóris, feita na parte final dos preparativos. Está provado que a maioria dos orgasmos (os orgasmos clitoriais) estão directa ou indirectamente relacionados com a excitação do clitóris. Contudo, como o clitóris está numa posição muito elevada, na maioria das posições os movimentos de vai-e-vem do pénis apenas o estimulam muito indirectamente. Uma alternativa é estimulá-lo manualmente, mas isso nem sempre é possível em muitas posições, e por outro lado é melhor usar as mãos para outras coisas, como acariciar a sua parceira.

Um pequeno truque consiste em o parceiro fazer uma pressão contínua com o pénis sobre a zona superior da vagina onde se encontra o clitóris. A forma mais fácil de o fazer é ou com a sua parceira por cima de si ou então por as pernas abertas por cima dela de forma a envolvê-la e aplicar uma pressão forte e contínua.

Se o clitóris não tiver sido convenientemente excitado nesta fase, será necessário que a fase do plateau (com penetração) se prolongue por muito mais tempo para atingir o nível de excitação necessário. Uma melhor convenientemente excitada é capaz de atingir o orgasmo tão depressa como o homem (2 ou 3 minutos). Para muitas não é mesmo possível chegar ao orgasmo sem primeiro receberem uma boa excitação do clitóris.

A fase seguinte do plateau, começa em geral aquando da penetração. Aqui o melhor timoneiro do prazer é sem dúvida a mulher. Deixe ser ela a tomar as rédeas. Satisfaça os seus caprichos mais inebriantes. Elas vibram quando aquando da rendição ao seu domino absoluto. Não tenha medo, deixe-se guiar até o paraíso do prazer, onde elas são rainhas absolutas. Há homens que não apreciam ser as mulheres a tomar a iniciativa, pois julgam que isso os faz sentir inferiores. Além de ser um receio infundado, a sua arrogância vai impedi-lo (e a ela também) de chegar a maravilhosos recantos do paraíso do prazer, pois são caminhos que só uma mulher conhece.

No plateau o nível de excitação de ambos aumenta significativamente de inicio para continuar elevado sem contudo aumentar significativamente. É nesta fase que o homem tem de aguentar as rédeas e saber acompanhar a sua parceira. Nada de pressas. Manter um controlo da respiração, concentrar-se apenas na volúpia do prazer, dê rédeas soltas às suas fantasias sexuais. Não se ponha em cima dela como quem sobe para cima de um saco de batatas, para depois se por a "dar à bomba" freneticamente como quem vai a apanhar o último comboio. Calma, não existe comboio nenhum. Você vai é fazer uma viagem até às estrelas, e não se preocupe que já se encontra dentro do "veículo espacial". Deixe-se ir subindo pelas nuvens!

Relaxe-se e deixe-se embalar pelos movimentos harmoniosos e envolventes dos vossos corpos como se fossem vagas no oceano infinito alimentadas por uma brisa suave. Ouça os sons melodiosos da sua companheira denunciadores do seu prazer incontido. Goze estes momentos únicos e deliciosos. Esta parte é tanto ou mais importante que o orgasmo em si. Por isso faça a sentir à sua parceira que você é naquele momento o homem mais feliz do mundo e que ela lhe dá um prazer descomunal. Diga-lhe isso. Em geral as mulheres adoram que lhes digam palavras de paixão e carinho quando estão a ser penetradas. Diga-lhe que ela é a mais bela do mundo, que a ama, diga-lhe como adora as suas nádegas e os seus seios enquanto os acaricia. Sinta-a vibrar sensualmente aos seus toques como um diapasão. Concentre-se verdadeiramente naquilo que está a fazer, esqueça-se que o mundo existe. Voe com ela até às nuvens, sonhe, sonhe, sonhe. O prazer não vem do seu pénis, mas quase exclusivamente da sua imaginação. Não há nem espaço nem pessoas, nem passado nem futuro. Tudo se concentra e se esmaga entre os vossos corpos possuídos pela paixão.

Mantenha a respiração profunda e ritmada pelo movimento de vai-e-vem como numa endurance. Uma boa forma física ajuda imenso nesta fase. A respiração é importante para oxigenar os músculos e não perder o controlo, como sabem muito bem as mulheres que já tiveram um filho.

Quando o prazer sobe a um pico em que se tornar difícil de controlar, o nível de excitação sobe mais uma vez acentuadamente para atingir o santum santorum. A mulher fica com o rosto muito vermelho, os lábios da vagina ficam ao rubro e a aureola em torno dos mamilos fica ainda mais inchada quase que dissimulando a erecção destes. Aí pode esquecer-se da respiração os vossos corpos estão já completamente fora de controle. Deixe-os esmagarem-se.

Há mulheres que tem dificuldade em passar da fase do plateau. Mas se continuar a excitá-la convenientemente com as suas caricias e mantiver o ritmo de penetração, ela não tem outra saída que não seja um orgasmo.

Orgasmo

O orgasmo é o principal objectivo a alcançar numa relação. (As horas, os jantares, os presentes e as atenções que muito homens tem de "gastar" para ter acesso a uns ínfimos segundos de prazer!) Embora esse objectivo seja cumprido para a maioria dos homens, nas mulheres a taxa de sucesso é muito mais baixa, segundo alguns autores 50% da mulheres nunca tiverem sequer um orgasmo.

É difícil para um homem detectar quando uma mulher tem um orgasmo. As mulheres são peritas na simulação, e muitas das vezes simulam ter atingido o orgasmo apenas para dar prazer ao seu parceiro, para que este não se sinta incompetente. Um homem gosta de deixar a missão cumprida! Grande parte da sua satisfação é estar convencido que está a dar prazer à parceira - o reciproco também é verdade, mas talvez em menor grau. Há mulheres que não sabem se alguma vez tiveram um orgasmo. Elas só saberão quando um dia sentirem um verdadeiro, pois a sua sensação é muito intensa e única.

Existem vários tipos de orgasmo feminino, cujo número varia segundo os autores, mas que na minha opinião e conhecimento os seguintes são básicos:

· Clitorial

· Vaginal

· Orgasmo do ponto G



O primeiro é de longe o mais fácil de atingir e o mais comum. Este orgasmo está directamente relacionado com a excitação do clitóris, e a sensação de prazer vaginal é localizada sobretudo nessa região. Caracteriza-se primeiro pelo aparecimento de uma onda de prazer sobre a forma de uma contracção espasmódica e involuntária dos músculos que se propaga por todo o corpo. Os músculos do perineu, na entrada da vagina, contractem-se violentamente em torno da base do pénis, e sente-se como uma sensação de contracção e sucção sobre o pénis. Nesse momento o útero sobre uma ascensão. Segue-se depois uma sensação de libertação como uma "ejaculação" com um prazer muito intenso localizado ao longo do canal vaginal. A vagina é intensamente lubrificada por uma forte secreção no momento do orgasmos (mulher deixa-se "vir"). Durante o orgasmo o clitóris contrai-se para voltar a erguer-se pouco tempo depois. Mas ele não deve ser tocado, pois pode provocar dor.

O orgasmo vaginal, está mais indirectamente relacionado com clitóris. A sensação de prazer é maior, mais longa e difusa por todos os músculos vaginais. Para atingir este orgasmo é necessário um estimulação mais longa de toda a vagina a um ritmo constante. Aquando do orgasmo a vagina produz uma abundante lubrificação (ejaculação feminina).

Numa mulher o orgasmo pode assumir várias formas. O normal é um orgasmo de alguns segundos (tipicamente 5 a 15 segundos). Mas pode ter um orgasmo mais longo (até 1 minuto), ou ainda orgasmos múltiplos, tudo depende da sua condição física e psicológica e da atenção do parceiro. Os orgasmos múltiplos podem ser de duas formas. Ritmados como que em cascata com intervalos de apenas alguns segundos e durante poucos minutos.

Ou então, uma vez que o nível de excitação na mulher decai muito lentamente, se o parceiro continuar os movimentos de vai-e-vem, ela pode voltar a subir o seu nível de excitação e voltar ter um outro orgasmo após poucos minutos (1 ou 2) e de intensidade semelhante ao primeiro. Em casos muito excepcionais, a vaga de orgasmos pode prolongar-se por um tempo muito longo. Alguns instantes após o primeiro orgasmo a mulher sabe se vai ter outro ou não. O parceiro deve estar pois atento e deixar se ela a comandar as operações.

Após um orgasmo segue-se um momento de grande alívio e relaxação da tensão acumulada. É a bonança depois da tempestade.

Um homem não deve sentir-se mal por ele só conseguir um orgasmo. Antes pelo contrário, deve sentir-se feliz por ter conseguido proporcionar um prazer tão refinado à sua parceira. Há algumas técnicas que podem ajudar a retardar a ejaculação e até a ter orgasmos múltiplos sem ejacular. Falarei mais à frente delas.

O orgasmo perineal ou orgasmo do ponto G é o orgasmo que está relacionado com a excitação de uma zona profunda e de grande sensibilidade na parte superior da vagina designada por ponto G. É um orgasmo curto, intenso e violento, que pode levar facilmente uma mulher ao sétimo céu. É mais difícil de obter que o orgasmo clitorial pois necessita de uma penetração muito prolongada e profunda que estimule essa zona do ponto G. Muitas vezes só é possível atingi-lo numa posição em que a mulher está por cima. Pode-se ajudar a estimulação desta zona fazendo pressão com a palma da mão por baixo do útero da mulher ou através do controlo dos movimentos do pénis no interior da vagina.

A estimulação do ponto G deve ser feita após a mulher ter atingido o orgasmo clitorial, pois antes ela ainda não está preparada e irá apenas distrai-la com uma sensação de prazer muito difusa. Por outro lado, como após o orgasmo clitorial o clitóris fica doloroso ao toque, é a altura certa de iniciar a estimulação profunda do ponto G (a posição de missionário não é a mais indicada. É melhor deixar a mulher vir para cima de si). Para isso, deve manter a pressão externa por baixo do útero com 1 ou 2 dedos cerrados e continuar a penetração profunda constante a uma cadência ritmada (não muito lenta nem muito rápida), ao nível do ponto G.

Ao contrário do orgasmos clitorial, o orgasmo do ponto G caracteriza-se por uma sensação de vazio nessa zona e uma contracção para baixo de todos os músculos da cintura pélvica. Sente-se o útero a deslocar-se para baixo como que para ir preencher o vazio que se faz sentir na sua base indo à procura do pénis para o envolver.

Depois do orgasmo do ponto G, a estimulação deve voltar a ser redireccionada para as zonas exógenas envolventes do clitóris. A mulher pode obter um novo orgasmo clitorial. Nesse momento, pode voltar-se a excitar o ponto G repetindo assim o ciclo. Esta sequência de orgasmos pode prolongar-se varias vezes, durante mesmo horas, mas é extremamente rara.

Nem todas conseguem obter esse orgasmo e não é claro para os investigadores que ele exista de todo. Por isso não ponha muita enfânse na sua conquista.



Truque: quando estiver na relação aplique uma pressão constante na parte superior da vagina para aumentar a excitação do clitóris. Isso pode ser mais facilmente obtido se puser as suas pernas bem abertas por cima da sua parceira envolvendo-a.