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Vizualizar Versão Completa : Sexo: Manual para praticantes


mary
28-02-2008, 10:07
Sexo: Manual para praticantes
Tudo o que precisa de saber para tirar (ainda) maior partido das suas relações:


O seu desejo sexual está em baixo?
Temos 15 truques que vão ajudar a reanimá-lo!
Prolongar os preliminares, amar com todo o corpo, procurar novos centros de prazer, inovar com jogos e fantasias. São alguns dos truques que podem ser utilizados por homens e mulheres para tentar recuperar o desejo sexual. E se o que está em causa são problemas orgânicos, saiba que, na maior parte dos casos, podem ser tratados.

"Só existem duas coisas importantes na vida. A primeira é o sexo e a segunda não me lembro", afirmava o cineasta Woody Allen. Para o famoso e criativo actor, director e escritor norte-americano "o amor é a resposta, mas enquanto esperamos por ela, o sexo faz-lhe umas quantas perguntas".

Uma das interrogações mais frequentes em muitos casais que outrora ardiam nos braços um do outro: o que fazer quando a paixão arrefece ou como se pode recuperar o desejo?

Este fenómeno, mais frequente nas mulheres embora também afecte o homem, pode dever-se a factores biológicos, como as alterações hormonais devido à idade, doenças endócrinas e neurológicas ou a uma intervenção cirúrgica. Mas, na maior parte das vezes, a falta de desejo (também designada desejo hipoactivo) obedece a problemas psico-emocionais, como os conflitos ou a falta de comunicação no casal, a percepção de tédio ou a rotina do casal na sua relação.

Na verdade, refugiar-se no que já se experimentou mil e uma vezes não só é nefasto no terreno amoroso como é a melhor garantia de aborrecimento e desengano sexual. A sexualidade deve ser divertida, variada, original, excitante, audaz, estimulante, inesquecível...

Tudo menos rotineira e repetitiva. Para que a cama funcione é imprescindível inovar e mudar. É preciso deixar voar a imaginação e conseguir que em cada encontro a paixão fervilhe.

A investigadora britânica Tracey Cox, especialista em relações (sexuais e/ou pessoais) e autora do livro Supersexo (Editora Civilização), propõe uma série de técnicas simples para provocar um estímulo instantâneo, recuperar o desejo sexual e elevar o prazer de forma exponencial.

Inspire-se nas suas sugestões e, caso não resultem, procure a ajuda de um especialista para a resolução do problema:

1. Prolongue os momentos prévios

Beije, lamba, mordisque, acaricie o corpo do seu parceiro. Quando começar a subir a temperatura, a respiração acelerar e quiser passar à acção, faça-o esperar um pouco mais.

Ao prolongar os preliminares, aumenta o desejo e a excitação e quando chegar o momento da cópula, a união será muito mais prazenteira.

2. Tente atrasar o orgasmo

Perante a iminência do clímax, detenha ou altere o ritmo para que assim se prolongue. Depois de repetir várias vezes esta manobra, quando finalmente chegar ao orgasmo, este será muito mais intenso e relaxante devido à descarga da excitação acumulada anteriormente.

3. Acaricie com sensualidade

Ame todo o corpo da outra pessoa, acaricie-o sem pressa nem pausa, passe as mãos por cada parte do seu corpo. E lembre-se que nem só as mãos servem para acariciar: pode utilizar o cabelo, os lábios, a língua ou até o hálito para proporcionar carícias especiais.

Por exemplo, abrir e fechar os olhos sobre a cara, o pescoço e outras partes do corpo do ser amado, acariciando-o com as pestanas, estimula a paixão.

4. Mantenha os temores fora da cama

Tente que a comunicação com o seu parceiro tenha um sentido amplo: que não se limite ao terreno sexual mas também assente nas palavras. Expresse em cada momento o que lhe apetece fazer ou que lhe façam.

Na cama, não se deve viver a sexualidade como algo estranho, mas deixar a vergonha de lado e ser fiel a si mesmo.

5. Cultive a espontaneidade

As normas rígidas e a repetição são inimigas do erotismo e da excitação. A sua sexualidade é muito ampla e pessoal e será apagada se a confinar a uma série de receitas, normas ou situações previsíveis e repetidas.

Em vez de cair na excessiva rigidez de hábitos que impedem o deleite, procure improvisar situações que resultem excitantes para ambos, com uma boa dose de espontaneidade e imaginação.

Fazer amor no sofá, na cozinha ou no duche ou assim que chegam a casa são algumas opções, mas há muitas mais!

6. Descubra do que gosta

Aprenda a conhecer as suas zonas erógenas e o que mais lhe provoca excitação. Em matéria de sexualidade não há duas pessoas iguais: o que para uma é uma fonte de prazer, para outra pode ser um incómodo.

Demore o tempo necessário para auto-explorar o seu corpo, que é um manancial de sensações insuspeitas. Se souber do que mais gosta e lhe provoca excitação, pode tomar iniciativa e guiar o seu parceiro na cama. Assim ambos desfrutarão mais!

7. Entregue-se ao seu próprio prazer

Ser bom amante não consiste apenas em fazer bem uma coisa ou outra, mas sim em sentir-se bem com o que faz e sente e em transmitir essas sensações, dialogar, chegar a acordo, aceitar coisas novas sempre que também o deseje, entregar-se ao próprio prazer e não ao prazer alheio.

Dinamizar a relação sexual é desejável e, muitas vezes, necessário, mas com convicção e desejo.

8. Ame com todo o corpo

A sexualidade é um sistema complexo onde intervêm a pele, as hormonas, os genitais e os sentidos (audição, visão, olfacto, tacto e paladar). Os órgãos genitais não são mais do que uma parte deste sistema.

A pele também é sexo, dado que quando somos tocados sentimos prazer. Talvez seja o elemento mais excitante do sexo: comunica connosco nos contactos íntimos; podemos não usar os genitais, mas não deixamos de tocar-nos mutuamente.

9. Visualize a paixão

Uma técnica da programação neurolinguística (PNL) para aumentar o desejo: feche os olhos, relaxe e pense numa situação em que sentiu verdadeira paixão pelo seu parceiro.

Imagine-a e recorde exactamente como se sentiu nesse momento. Enquanto evoca esse sentimento, junte com firmeza os seus dedos polegar e indicador durante uns minutos, para guardar essas emoções. A próxima vez que quiser entrar directamente no modo sexual, só terá de unir os dedos!

10. Melhore a sua imagem

O aspecto físico não é a única forma de atrair outra pessoa, mas se fizer algo para melhorá-lo poderá desfrutar mais. Uma boa saúde, figura e imagem melhoram a auto-estima sexual.

Siga uma dieta saudável, faça exercício físico e aprenda a tirar partido do seu corpo em vez de se concentrar nas partes de que menos gosta.

Elabore uma lista com os aspectos do seu corpo que mais valoriza e concentre-se todos os dias em mimar e cuidar cada uma dessas partes. Quanto mais se cuidar, melhor aspecto terá e melhor se sentirá.

11. Surpreenda os sentidos

Vemos fazê-lo nos filmes, mas muito poucos de nós usamos cubos de gelo, por exemplo, sem ser nos copos. Uma pena, porque uma boca (lábios e língua) gelada a passar por uma pele ardente pode ser muito excitante.

Tenha um copo cheio de cubos perto de si e meta um na boca antes de percorrer o corpo do seu parceiro.

12. Palavras para aquecer o ambiente

Relate ao seu amante a história mais lasciva, sexy e fantasticamente erótica que lhe ocorrer. Pode dar rédea solta à sua própria imaginação, que uma vez destravada pode ser muito mais fértil do que supõe. Enquanto ouve com atenção, o seu parceiro pode tocar-se até chegar ao clímax.

13. Loucuras às escuras

Deixem o quarto em completa escuridão e vendem os olhos um do outro. Ao subtrair a visão, os outros sentidos aguçam-se, especialmente o tacto. Privados do alcance visual ficamos mais conscientes da respiração, dos gemidos e demais sons do sexo.

Acresce ainda o factor surpresa: quando um dos dois interrompe o contacto, o outro não poderá ver para onde foi, até sentir uma mão a acariciar o interior da coxa, ouvir uma frase lasciva sussurrada ao ouvido ou sentir uma língua a passar num ponto inesperado.

14. Fantasias via electrónica

Pode manter a temperatura acesa enquanto está fora, enviando por correio electrónico ou mensagens de telemóvel as duas primeiras frases de uma fantasia quente, juntamente com a instrução para que a outra pessoa as devolva com duas frases de continuação.

Não só vai fazer com que o regresso a casa seja mais interessante, como avivará fantasias que atraem ambos.

15. Um dia de obediência sexual

Durante 24 horas o seu parceiro poderá dar-lhe qualquer ordem, sem que lhe seja permitida uma palavra de protesto.

Para o ajudar a escolher o que fazer consigo durante o dia X pode perguntar-lhe: como queres que me vista? Há alguma coisa que desejes ardentemente, para além de mim: comida, bebida, o que for? Precisas de alguma coisa para tornar os teus sonhos em realidade, como algum acessório?

CONTINUA......

mary
28-02-2008, 10:09
Como potenciar o orgasmo
Conhecer aquilo que a separa do seu companheiro (e vice-versa) pode, na verdade, aproximar-vos. Saiba como
As diferenças entre homens e mulheres no que respeita ao sexo existem e são grandes.

As conclusões dos últimos estudos realizados sobre as especificidades da sexualidade feminina e masculina podem explicar muitas reacções que você e o seu parceiro revelam neste campo, mas tenha em conta que, para além de condicionantes biológicas, culturais e sociais, existem factores individuais que interferem na (sua) sexualidade.

Por isso, leia o que se segue, partilhe-o com o seu companheiro, analisem até que ponto as descobertas da ciência se enquadram na vossa sexualidade e depois usem, com frequência, o mais indispensável instrumento da relação: o diálogo.

A selecção

As diferenças entre os sexos começam no flirt. 70 por cento dos sinais de sedução são emitidos pelas mulheres. E há uma explicação darwinista para este facto, como aponta Lidia Weber, psicóloga:

«É a mulher quem define o parceiro adequado para a sua prole. Ela investe muito mais num relacionamento: produz cerca de 400 óvulos e homem 12 milhões de espermatozóides, logo o óvulo é um produto mais caro! E o investimento não termina aí», sublinha.

«Ainda tem três ou quatro anos de investimento, entre gestação, lactação e cuidados com a criança. A gravidez tem um custo muito maior para ela, portanto a escolha tem de ser mais cuidadosa». E complexa, insiste.

Sexo cerebral

O desejo, a excitação e o orgasmo femininos e masculinos encontram como primeira condicionante a biologia. Louann Brizendine, neuropsiquiatra, explica na obra «O Cérebro Feminino» que «os centros cerebrais masculinos dedicados à sexualidade são duas vezes maiores do que as estruturas correspondentes no cérebro feminino».

«Em média, os homens têm entre dez e 100 vezes mais testosterona (o combustível que alimenta o mecanismo sexual do cérebro) do que as mulheres», acrescenta ainda. Para além disso, o desejo sexual feminino é influenciado por oscilações hormonais mensais.

E, curiosamente, refere a especialista, precisamos de um passo neurológico extra para sentirmos prazer e alcançarmos o orgasmo: o desligar da amígdala (o mecanismo da ansiedade e medo). O pior é que este processo é frágil e pode ser facilmente interrompido por termos tido um dia stressante ou estarmos preocupadas com a reunião do dia seguinte.

Complexidade feminina

A sexualidade feminina continua a ser mais controlada por factores socio-culturais do que a masculina. Este facto pode explicar, em parte, porque razão parecem os homens mais disponíveis para o sexo.

Paralelamente, como explica Nuno Nodin, psicólogo, «o desejo feminino é mais facilmente aceso pela audição, pelo toque sensual, portanto por uma abordagem mais emocional». Entre as mulheres, o peso das palavras não se faz sentir apenas no desejo.

Allan e Barbara Pease escrevem na obra «Porque é que os homens nunca ouvem nada e as mulheres não sabem ler o mapas de estrada» que «para uma mulher, a conversa é uma parte essencial dos preliminares (...). Se o homem deixar de falar enquanto faz amor, pode ter o sentimento de que ele não se interessa por ela».

A questão é que, durante o acto sexual, mostram exames realizados ao cérebro masculino, ele está tão concentrado «que fica quase surdo», referem ainda.

O clímax

Se a mulher gosta de ouvir, o seu processo de excitação é mais lento e pede um enredo, o homem prefere ver. Segundo Nuno Nodin, «ele é mais estimulado por factores de ordem sexual, física, pela visão».

Daí que a pornografia seja especialmente direccionada ao homem e a lingerie um eficaz afrodisíaco. E quanto ao orgasmo? Pois saiba que dura cerca de dez segundos e, embora a rapidez não seja sinal de maior satisfação, se ao homem bastam dois minutos para o atingir a mulher demora cerca de 13.

Como usar então as diferenças a nosso favor? O que fazer para ter uma sexualidade mais feliz? Perceber que o que queremos nem sempre é o que o outro deseja e seguir as dicas de Drew Pinsky, médico citado pela MSNBC.com:

«Os homens devem compreender a biologia da mulher com quem estão, reconhecer que não são todas iguais. (...) Para algumas os preliminares são um jantar romântico. O casal não deve estar tão preocupado em chegar ao clímax e sim em criar maior intimidade».

O ritmo do desejo
Saiba quais são as alturas em que o desejo sexual mais aperta

1. Durante a segunda semana do ciclo menstrual, o desejo sexual da mulher aumenta.

2. Na fase da ovulação, a mulher prefere parceiros mais musculados (cujo legado genético garantirá a sobrevivência da espécie) e na fase menstrual gosta de homens graciosos.

3. A testosterona atinge o seu ponto máximo em Setembro, altura em que os homens sentem maior apetite sexual.

4. O desejo sexual feminino atinge o seu pico entre os 36 e os 38 anos.

5. A partir da menopausa, se não existirem complicações, a mulher pode ter um aumento de desejo.

Orgasmo

A mulher atinge mais facilmente o clímax se...

Ficar por cima do homem ou for penetrada por trás.
Tomar um banho quente, fizer uma massagem ou estiver de férias.
Tiver os pés quentes.
Usar brinquedos sexuais.
Tiver relações sexuais mais do que duas vezes por semana.

Sabia que...
Segundo Lidia Weber, psicóloga, os homens preferem mulheres com bochechas proeminentes e seios arrendondados (sinais de maturidade sexual), assim como rostos mais simétricos, que indicam saúde física e mental.

mary
28-02-2008, 10:10
Quando a mulher perde o desejo
Saiba quais são as causas e como se trata a disfunção sexual feminina
A disfunção sexual feminina (DSF) compreende vários tipos de perturbações: do desejo sexual (desejo sexual hipoactivo e aversão sexual), da excitação sexual (dificuldade em lubrificar ou ausência de lubrificação), orgásmica (dificuldade ou ausência de atingir o orgasmo) e da dor (vaginismo, dispareunia e dor não coital).

No entanto, a mais frequente é o desejo sexual hipoactivo, ou seja, a falta de desejo sexual, que é marcada como causadora de angústia ou dificuldades interperssoais.

Como se manifesta?

A dificuldade sexual relacionada com o desejo, mais comum na população feminina do que na masculina, caracteriza-se por alterar o ciclo de resposta sexual na fase do desejo, embora a excitação e o orgasmo, na maioria das vezes, se mantenham inalterados, podendo a mulher lubrificar e obter o orgasmo se tiver uma relação sexual.

Esta dificuldade supõe uma perda do desejo sexual de forma significativa, recorrente e persistente, por vezes de forma brusca e com muita preocupação e mal-estar. De acordo com Erika Morbeck, sabe-se que 30 a 45% das mulheres podem vir a sofrer de uma dificuldade sexual, que poderá assentar (ou não) na falta de desejo.

Quais as causas?

À semelhança das outras DSF, o desejo sexual hipoactivo poderá estar associado a experiências de relações sexuais negativas, baixa auto-estima, estado de saúde, história de abuso sexual, factores emocionais (depressão, ansiedade, stress) ou decorrentes da própria relação (como as discussões, o tédio ou a falta de confiança), distúrbios alimentares e de personalidade, factores laborais, sintomas pré-menstruais, doença neurológica, processos infecciosos (como as doenças sexualmente transmissíveis) e alguns medicamentos.

Pode ainda estar associado às mudanças relacionadas com as fases da vida reprodutiva, nas quais a mulher está mais susceptível a alterações hormonais e de humor, e do ciclo de vida.

Como se trata?

O desejo sexual hipoactivo é uma das causas de consulta de Sexologia mais frequente e carece de tratamento para ser solucionado. Para além do acompanhamento psicológico e da terapia de casal, há novas opções terapêuticas, no caso de factores hormonais, como os adesivos de testosterona de dosagem baixa (que estarão disponíveis em Portugal ainda em 2008).

mary
28-02-2008, 10:12
Quando o homem não deseja
Saiba por que acontece e o que pode fazer para inverter a situação
Tal como a mulher, o homem também pode ser afectado por vários tipos de perturbações que afectam a resposta sexual.

Do desejo sexual (desejo sexual hipoactivo e aversão sexual) à excitação sexual (disfunção eréctil), passando pela dificuldade orgásmica (ejaculação prematura, ejaculação retardada, anejaculação, ejaculação retrógrada e ejaculação reflexa) e pela dor (dispareunia, dor genital associada à actividade sexual), são muitas as causas que condicionam o seu desempenho.

Como se manifesta?

Entre as disfunções sexuais masculinas, a mais frequente é a disfunção eréctil, definida pela Organização Mundial de Saúde como a "incapacidade de um homem obter e/ou manter uma erecção suficiente para obter um desempenho sexual satisfatório."

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Andrologia, a disfunção eréctil (ou impotência sexual) afecta cerca de 500 mil homens em Portugal (e cerca de 150 milhões de homens em todo o mundo).

Quais as suas causas?

Pode ter origem em factores físicos - doenças vasculares, endócrinas (diabetes), neurológicas, muscular/esqueléticas, urológicas (próstata), ser um sintoma secundário a uso de alguns medicamentos ou resultar de factores psicológicos (depressão, ansiedade, stress, problemas relacionais e interpessoais...) mas, em muitos casos, pode ser de causa mista, ou seja, ambos os factores estão presentes.

Como se trata?

Felizmente, dependendo da causa, cerca de 95% dos casos são tratáveis. As opções de tratamento incluem medicamentos orais (inibidores da fosfodiesterase 5 - PDE5), aconselhamento e terapia sexual (com um psicólogo, psiquiatra ou sexólogo) e autoinjecção peniana (aplicada pelo doente antes da actividade sexual para aumentar o fluxo sanguíneo no pénis e permitir a erecção).

A lista inclui ainda terapia intra-uretral (inserção de um medicamento na uretra que aumenta o fluxo sanguíneo), dispositivo de vácuo (bomba de vácuo com utilização do anel de borracha, colocado na base do pénis, cuja pressão aumenta a quantidade de sangue na zona, facilitando a erecção) e, como último recurso, pode-se ainda tentar uma prótese peniana (dispositivo inserido no pénis através de cirurgia).

mary
28-02-2008, 10:13
Volte a ter sexo com prazer
Ajude o seu companheiro a ultrapassar as disfunções sexuais masculinas. Saiba como
Do desejo ao orgasmo, passando pela erecção, saiba como pode o seu parceiro superar problemas que afectam a vossa vida sexual.

As disfunções sexuais masculinas podem ocorrer ao nível do desejo, erecção, ejaculação e orgasmo e têm basicamente duas causas: de ordem psicológica, podendo ser resolvidas através da psicoterapia ou terapia sexual, e de ordem física, com várias possibilidades de tratamento.

Problema a problema, descubra pois com Nuno Monteiro Pereira, urologista/andrologista, as soluções que a ciência apresenta:

Desejo sexual hipoactivo

Diminuição ou ausência total do desejo sexual. Tanto afecta os homens mais novos, geralmente, por razões psicológicas, como os mais velhos, por diminuição da hormona testosterona.

A solução
Quando a causa é hormonal são administradas doses de testosterona, ajustadas a cada caso. Este tratamento, que tem bons resultados, é contra-indicado em doentes cardíacos.

«A hormona pode ser administrada sob a forma de gel de aplicação diária ou através de injecções quinzenais. Recentemente surgiram injecções trimestrais muito práticas», conta Nuno Monteiro Pereira.


Disfunção eréctil

Incapacidade de um homem obter e/ou manter uma erecção suficiente para um desempenho sexual satisfatório.

A solução
Existem três linhas de tratamento: «Os de primeira linha, de fácil de acesso e eficazes, incluem os medicamentos orais, os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (como o Viagra, Levitra ou Cialis).

Estão contra-indicados em doentes cardíacos que tomam medicamentos à base de nitratos», alerta o especialista. Quando estes não funcionam é possível recorrer a dispositivos de erecção por vácuo. Estes consistem num cilindro, no qual o pénis é introduzido, que promove o afluxo de sangue por sucção, seguido da colocação de um anel constritor na base do pénis de modo a manter a erecção.

Os tratamentos de segunda linha, prescritos por urologistas, são injecções intracavernosas «em que o homem é ensinado a dar uma injecção, praticamente indolor, no pénis da qual resultará uma erecção que dura duas a três horas. Uma solução mais eficaz que os medicamentos orais», refere o especialista.

Quando não existe outra solução recorre-se à cirurgia. Existem duas intervenções: «A mais comum é a cirurgia com colocação de próteses penianas, que é muito eficaz», refere o urologista.

«Em homens mais novos é ainda possível recorrer a uma cirurgia venosa, que consiste em retirar as veias do pénis para que haja uma reaquisição de novas veias», acrescenta ainda.

Ejaculação prematura

Ejaculação rápida, com estimulação sexual mínima, que ocorre antes ou logo após a penetração, sem que o homem a deseje. Geralmente, é um problema de base psicológica.

A solução
Nos consultórios de sexologia, o homem aprende a controlar a ansiedade associada, sendo, por exemplo, incentivado a focar-se no prazer e não no controlo ejaculatório, através da realização de contacto físico sem penetração.

Outras técnicas são ensinadas como o squeeze (em que a mulher estimula o pénis manualmente, parando antes da ejaculação e apertando-o na região abaixo da glande ou na base.

O ritual é repetido três vezes, com intervalos de dez segundos, e depois o homem ejacula), a simples adopção do preservativo, da posição em que a mulher fica por cima ou da colocação de um anel na base do pénis. Se estiverem em causa problemas de relacionamento, é relevante recorrer à psicoterapia.

Quando estas estratégias não resolvem a situação, existem ainda «antidepressivos, que diminuem a velocidade de condução do sistema nervoso. Há um gel anestesiante de aplicação na glande, mas como também afecta o prazer sexual acaba por ser inútil».


Ejaculação retardada

Atraso ou ausência de orgasmo e ejaculação após uma fase de excitação sexual normal, A sua causa é geralmente física.

A solução
De acordo com o especialista, «existem medicamentos para acelerar a continuidade eléctrica mas têm efeitos secundários tão grandes que acabam por não ser viáveis», conta.


Ejaculação retrógrada

Ausência total ou parcial de ejaculação (mas não de orgasmo), na qual o sémen toma a direcção inversa e se dirige para a bexiga. Afecta a fertilidade masculina, mas apenas atinge homens mais velhos.

A solução
Quando resulta da toma de medicação basta interrompê-la para resolver o problema. No entanto, a maioria dos casos resulta da cirurgia da próstata e nesta situação não existe tratamento.



Os preços*

Tratamentos comparticipados pelo estado

Injecções de testosterona (quinzenais) – 3 €
Injecções intracavernosas – 4 €

Tratamentos sem comparticipação

Injecções de testosterona (trimestrais) – 120 €
Gel de aplicação diária – 55 euros (por mês)
Medicamentos orais – 40 € (por caixa de 4 comprimidos)
Dispositivo de erecção por vácuo (preço sob sonsulta)
Cirurgia com colocação de próteses penianas – 5.000 € a 15.000 €
Cirurgia venosa – 5.000 €

*Preços indicativos fornecidos por Nuno Monteiro Pereira, urologista/andrologista

Dica
Apesar do médico de clínica geral estar capacitado para tratar ou reencaminhar os casos mais graves de disfunção sexual masculina é conveniente procurar um urologista com experiência em andrologia.

mary
28-02-2008, 10:15
Aprenda a superar as dificuldades sexuais femininas
Identifique os principais obstáculos ao prazer sexual e saiba como vencê-los
O principal órgão sexual feminino é o cérebro, dizem os investigadores. Parece exagero, mas é talvez a razão porque muito da nossa resposta sexual ainda está por explicar.

Na perspectiva feminina o cerne não está na performance mas na satisfação e o padrão da relação (desejo, excitação, orgasmo) nem sempre é cumprido, como ilustra Patrícia Pascoal, terapeuta sexual:

«Há mulheres que não têm orgasmo ou desejo com a mesma frequência que os homens e não se sentem, por isso, insatisfeitas». Assim, a dificuldade sexual implica «a percepção pessoal de insatisfação ou sofrimento associado ao comportamento sexual».

Onde está o problema? Uma relação sexual depende de muitos factores. Além de questões de ordem física, a auto-estima, a imagem ou a ligação com o parceiro podem condicionar a reacção da mulher.

Dispareunia

Dor genital ou pélvica recorrente durante a penetração que impede o prazer sexual. Pode surgir por razões ginecológicas (lesões ou infecções vaginais), falta de lubrificação, na menopausa e pós-parto, ou em casos de diabetes.

A solução
O desconforto na relação pode surgir pontualmente por cansaço ou falta de libido e não é razão para alarme.

Contudo, se «a dor persiste, deve falar com o ginecologista para despistar possíveis causas orgânicas», aconselha Lisa Vicente. Muitas vezes, a resolução passa pelo tratamento da infecção ou pelo uso de um lubrificante.

Anorgasmia

Dificuldade em atingir o orgasmo, mesmo com estimulação e lubrificação suficiente. Pode advir de outras disfunções e de aspectos psicológicos, como experiências anteriores negativas ou falta de concentração no acto sexual.

«Se uma mulher tem dores ou falta de lubrificação vaginal acaba por não ter orgasmo, mas se tem desejo, excitação e nunca atinge o orgasmo já não se deve a uma causa orgânica», explica Lisa Vicente.

A solução
Na maioria dos casos, o tratamento passa pela realização de terapia sexual.

Vaginismo

Reacção involuntária da musculatura vaginal que impede a penetração, sendo também encarada como fobia. Pode resultar de ansiedade face ao acto, experiências dolorosas, trauma, entre outros factores psicológicos.

A solução
A dificuldade de penetração pode suceder pontualmente, por exemplo nas primeiras relações, sem que seja razão para alarme. Quando persiste poderá recorrer-se a terapia sexual ou técnicas de relaxamento.



As principais terapias

Terapia sexual

Prática individual específica para dificuldades sexuais. «Integra procedimentos cognitivo-comportamentais e de orientação sistémica» e é, para Patrícia Pascoal, terapeuta sexual, «o modelo cuja eficácia está mais bem estabelecida».

Terapia de casal

«Destina-se essencialmente ao funcionamento conjugal e permite ajudar a melhorar a qualidade de vida do casal», afirma Patrícia Pascoal. Envolve ambos os parceiros no diálogo e análise da relação.

Psicodrama

Prática psicoterapêutica que, através da dramatização e «em grupo, pode ser aplicada às dificuldades conjugais», sugere a terapeuta.

Técnicas de relaxamento

Ajudam a reduzir a intensidade das manifestações fisiológicas de ansiedade. «Pode ser eficaz quando a ansiedade provoca tensão muscular e é uma boa estratégia distractiva para quem se focaliza em aspectos negativos, como a má auto-imagem corporal», explica.

Apoio suplementar
A linha SOS Dificuldades Sexuais ( 808 206 206 ) presta apoio especializado e anónimo na área da sexologia. Funciona aos dias úteis das 18h às 20h.


O diálogo é o primeiro passo, defende a ginecologista Lisa Vicente: «Por vezes a mulher tem dificuldade, o homem nota que algo não está bem e ambos ficam com a ideia de que há um problema mas não o abordam. É importante falar com o parceiro».

Os problemas sexuais femininos são tão diversos que «pode ser necessária uma intervenção médica de especialidade (ginecologia), consulta de terapia sexual ou conjugal ou ainda uma abordagem multidisciplinar», indica Patrícia Pascoal.

Vejamos então as principais dificuldades e como ultrapassá-las:

Desejo sexual hipoactivo

É a grande preocupação feminina e traduz-se na fraca receptividade para o envolvimento sexual. Pode advir de alterações hormonais, doenças neurológicas ou endócrinas, uso de fármacos (como antidepressivos, embora a própria depressão afecte o desejo) ou indiciar problemas como a dispareunia.

O lado psicológico é fulcral, diz a ginecologista: «O desejo não é só uma questão de hormonas, tem a ver com o relacionamento, a vontade de intimidade da pessoa e a proximidade do parceiro».

A solução
O desejo varia consoante a pessoa, a fase da vida e há mulheres sem desejo espontâneo (não tomam a iniciativa) mas com satisfação sexual. Face à redução ou falta persistente, o ginecologista pode substituir medicação, detectar causas físicas ou outros problemas.

Em relação às hormonas, «uma teoria recente defende que o desejo feminino também é afectado pelos níveis de testosterona», refere Lisa Vicente. Isto levou à criação de soluções tópicas como o gel, cujas indicações limitadas requerem supervisão médica.

Perturbação da excitação

Incapacidade frequente em ter ou manter a lubrificação vaginal e intumescência sexual até ao fim do acto, associada por vezes à falta de excitação. Pode dever-se a estimulação insuficiente, «alterações hormonais, o que inclui a menopausa (pela redução dos níveis de estrogénio e da vascularização vaginal) e o pós-parto, onde conjugam aspectos físicos (cicatriz, secura vaginal, cansaço) e psicológicos» refere Lisa Vicente.

A solução
Em consulta, pode ver-se «se há uma lesão vaginal que pode ser reparada ou indicar o uso de um lubrificante. Mas o mais importante é o casal dialogar e perceber que é algo comum e passageiro», alerta a especialista, referindo que «na menopausa a terapia hormonal de substituição é uma das formas de tratamento».

O comprimido azul, com êxito na erecção masculina, não obteve igual eficácia na mulher, mas pode ser usado «em casos de diabetes ou doenças neurológicas em que há alteração da vasodilatação na fase da excitação», exemplifica.

mary
28-02-2008, 10:17
Fantasias sexuais
Tudo o que sempre quis saber e nunca teve coragem de perguntar
Contar ou não contar ao seu companheiro?

A decisão de partilhar uma fantasia com o parceiro deve ter em conta «o grau de intimidade com o parceiro, se as fantasias o incluem ou não e o se são muito ousadas ou não», refere Marta Crawford em «Sexo sem tabus».

Dar um passo em frente

Para que o casal coloque em prática uma fantasia é, em primeiro lugar, necessário que esta seja excitante para os dois. Se ambos estiverem de acordo relativamente a esse desejo, então porque não?

Infidelidade virtual

Ter relações sexuais com outra pessoa que não o parceiro é uma das fantasias mais comuns, o que não indicia necessariamente um desejo de ser infiel ou de problemas no casal. Pode até servir de estímulo para a relação.

Limites

As fantasias sexuais são saudáveis, desde que não se transformem numa obsessão, não se tornem desconfortáveis para o próprio ou não prejudiquem o outro.

Imaginação ao limite

As fantasias nem sempre têm a ver com aquilo que realmente queremos fazer. Parte do encanto das fantasias é o de não ser necessário realizá-las para nos excitar e dar prazer.

Da teoria à prática

É preciso ter em conta que quando se passa à prática, a fantasia pode perder o seu encanto: «Quando se imagina uma situação tudo é perfeito, o amante corresponde àquilo que se deseja...», exemplifica a autora.

Fantasiar faz bem... muito bem!

Alimenta a cumplicidade e a intimidade entre o casal.
Pode combater a rotina; promove a auto-estima.
Aumenta os estímulos sexuais e o prazer no sexo.
Diversifica as possibilidades eróticas e promove o amadurecimento sexual.

mary
28-02-2008, 10:18
Alimentos afrodisíacos
Saiba quais são os melhores ingredientes para criar pratos temperados com prazer
Ostras

Contêm grandes quantidades de zinco e selénio e são estes dois minerais que lhes conferem o estatuto de alimento afrodisíaco. O primeiro é importante para a produção de esperma e para a saúde de sémen (cada ejaculação contém, aproximadamente, 5 mg de zinco); o selénio melhora o desempenho sexual e a fertilidade.

Atum

Rico em zinco, selénio, vitaminas B12 e B3, proteínas e ácidos gordos essenciais ómega 3, o atum é, frequentemente, encarado como o rei dos alimentos sensuais, a seguir às ostras. Aumenta a produção de esperma e fortalece a libido.

Chocolate preto

É rico em serotonina, um químico que estimula a área no nosso cérebro ligada ao prazer, e em fenilalanina, o aminoácido que actua sobre o despertar e melhora a disposição. Saboreie-o (de vez em quando), optando sempre pelo chocolate mais preto que encontrar, isto é, mais rico em elementos afrodisíacos.

Tomate

É uma das fontes mais ricas em betacaroteno, precursor da vitamina A, essencial para a produção das hormonas sexuais masculinas e femininas e para promover a fertilidade do casal.

Sementes de sésamo

Estas sementes minúsculas incluem oito nutrientes «sensuais»: cálcio, ferro, magnésio, ácidos gordos essenciais ómega 3 e ómega 6, selénio, zinco e vitamina E. A fim de libertar os seus minerais essenciais, triture-as por breves instantes, num robô de cozinha.

Figo

O seu alto teor em betacaroteno garante uma produção regular de hormonas sexuais e, enquanto boa fonte de vitamina C, fomenta a libido e reduz o stress.

Papaia

A sua polpa alaranjada é uma boa fonte de cálcio, necessário para a contracção muscular associada à erecção masculina e ao orgasmo feminino; e vitamina C, um estimulante do desempenho sexual.

As suas sementes escuras podem ser trituradas, libertando desta forma gorduras essenciais, necessárias para estimular a produção de hormonas sexuais.

Banana

É rica em magnésio, um mineral necessário para a produção de energia e excelente para um bom desempenho sexual. Possui ainda um alcalóide, o triptofano, que actua sobre o equilíbrio dos neurotransmissores do cérebro, para melhorar o humor e aumentar a autoconfiança.

Amoras silvestres e framboesas

Sendo duas das mais ricas fontes de vitamina C, constituem ingredientes importantes num cabaz de compras sensual. São também uma boa fonte de vitamina E, necessária para o aumento do impulso sexual.

Amêndoa

Fonte de magnésio e ácidos gordos essenciais que regulam as prostaglandinas, necessárias para a produção das hormonas sexuais. É também rica em cálcio, zinco, ácido fólico e vitaminas B2, B3 e E, o que a torna num alimento importante na prevenção da infertilidade e no fortalecimento da libido.

Gengibre

De sabor e aroma fortes e pungentes, o gengibre possui propriedades estimulantes que ajudam a tornar o sangue mais líquido, contribuindo para aumentar e prolongar a função eréctil.

Açafrão

É a especiaria mais cara do mundo, muito por culpa de na Índia ter a fama de possuir efeitos estimulantes a nível sexual. Somente o açafrão oriundo da planta asiática (crocus sativus) possui um poder especial sobre a libido masculina.

Bebidas alcoólicas

Consumido com moderação, o álcool pode actuar como um afrodisíaco ao tornar-nos mais sensíveis ao tacto e desinibir. Brinde ao amor com um copo de um bom vinho tinto à refeição. Mas não repita.

pipinho2005
22-03-2008, 15:44
Excelente topico!!!!


MUITO COMPLETO

PARA TODOS OS GOSTOS

OBRIGADO AMIGA MARY POR PARTILHARES COM OS RESTANTES MEMBROS DESTA CASA

CONTINUA


BIG JOKA

betinha
07-06-2008, 22:10
Excelente matéria muito bem explicada com todos os pormenores desde problemas e soluções.