alexandra
26-11-2009, 09:52
ALEXANDRA MARQUES
O caso "Face Oculta" afectou o primeiro mês de governação do Executivo de José Sócrates. Para o autarca social-democrata de Coimbra, Carlos Encarnação "afectou negativamente" e para Ana Gomes (PS) também, "por estar presente nos debates e nas preocupações de toda a gente".
Segundo a eurodeputada socialista, o Governo tomou as medidas que entendeu necessárias e o caso judicial "não teve qualquer impacto directo nas opções feitas, mas dominou "o clima-geral" da vida política nacional.
"Desviou e desconcentrou as atenções de questões essenciais e da governação, isso é um facto inegável", acrescenta.
Mais sucinto, Miguel Anacoreta Correia, antigo deputado do CDS-PP, considera que: "afectou sobretudo pela persistência de casos que vêm surgindo. É mais um e creio que está tudo dito".
Carlos Encarnação, do PSD, é de opinião que a imagem do Executivo foi afectada "por todas as controvérsias que houve acerca do assunto, as várias mudanças de posição e discussões sobre cada um dos elementos envolvidos acabaram por fragilizar a posição do primeiro-ministro, não tenho sombra de dúvida sobre isso".
"O povo não está confiante no que se passa e o principal é fazer uma lei contra o enriquecimento ilícito há muito tempo discutida e que ganha agora novo relevo ", refere ao JN o ex-dirigente social-democrata.
"As questões de suspeição acabariam tão depressa quanto uma lei dessa natureza for feita e for eficiente na sua aplicação, impondo-se a todos os actos", conclui.
Também Ana Gomes critica no seu blogue "Causa Nossa" os que aconselham mal o Governo "sustentando que seria inconstitucional criminalizar o enriquecimento ilícito por, supostamente, se inverter o ónus da prova".
A Oposição votou ontem favoravelmente o requerimento do PSD para ouvir o ministro da Economia, Vieira da Silva, explicar no Parlamento o que quis dizer por "espionagem política" no caso das escutas que envolvem Sócrates. O PS viabilizou-o ao abster-se e a audição deverá ocorrer na próxima semana.
O escândalo de corrupção rebentou oito dias depois do Executivo ter sido empossado e dia 7, já Marcelo Rebelo de Sousa comentava que este caso não era bom e caía mesmo em cima do Governo.
Fontes:tsf
O caso "Face Oculta" afectou o primeiro mês de governação do Executivo de José Sócrates. Para o autarca social-democrata de Coimbra, Carlos Encarnação "afectou negativamente" e para Ana Gomes (PS) também, "por estar presente nos debates e nas preocupações de toda a gente".
Segundo a eurodeputada socialista, o Governo tomou as medidas que entendeu necessárias e o caso judicial "não teve qualquer impacto directo nas opções feitas, mas dominou "o clima-geral" da vida política nacional.
"Desviou e desconcentrou as atenções de questões essenciais e da governação, isso é um facto inegável", acrescenta.
Mais sucinto, Miguel Anacoreta Correia, antigo deputado do CDS-PP, considera que: "afectou sobretudo pela persistência de casos que vêm surgindo. É mais um e creio que está tudo dito".
Carlos Encarnação, do PSD, é de opinião que a imagem do Executivo foi afectada "por todas as controvérsias que houve acerca do assunto, as várias mudanças de posição e discussões sobre cada um dos elementos envolvidos acabaram por fragilizar a posição do primeiro-ministro, não tenho sombra de dúvida sobre isso".
"O povo não está confiante no que se passa e o principal é fazer uma lei contra o enriquecimento ilícito há muito tempo discutida e que ganha agora novo relevo ", refere ao JN o ex-dirigente social-democrata.
"As questões de suspeição acabariam tão depressa quanto uma lei dessa natureza for feita e for eficiente na sua aplicação, impondo-se a todos os actos", conclui.
Também Ana Gomes critica no seu blogue "Causa Nossa" os que aconselham mal o Governo "sustentando que seria inconstitucional criminalizar o enriquecimento ilícito por, supostamente, se inverter o ónus da prova".
A Oposição votou ontem favoravelmente o requerimento do PSD para ouvir o ministro da Economia, Vieira da Silva, explicar no Parlamento o que quis dizer por "espionagem política" no caso das escutas que envolvem Sócrates. O PS viabilizou-o ao abster-se e a audição deverá ocorrer na próxima semana.
O escândalo de corrupção rebentou oito dias depois do Executivo ter sido empossado e dia 7, já Marcelo Rebelo de Sousa comentava que este caso não era bom e caía mesmo em cima do Governo.
Fontes:tsf